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  • 7 erros que podem levar seu restaurante à falência

    As pessoas estão saindo menos para comer. Segundo dados do G1, mais da metade das famílias brasileiras, cerca de 59%, cortou os gastos com refeições fora de casa. E para completar, as tarifas de energia, água, esgoto e alimentos, bem como o salário mínimo dos trabalhadores, subiram consideravelmente.

    Todos esses valores, em conjunto, são suficientes para entender porque um a cada seis empresários avaliam dar fim ao negócio ou repassar o ponto comercial nos próximos meses, de acordo com um levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes.

    Mesmo assim, o setor de alimentação continua crescendo no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação, o setor faturou R$ 561,9 bilhões em 2015, um crescimento de 6 % com relação ao ano anterior. Para 2016, a projeção é de um crescimento de 7,7% para o setor de alimentação fora do lar, segundo dados fornecidos pelo Instituto Foodservice do Brasil.

    Não existe uma fórmula mágica que garante o sucesso de um restaurante, mas é possível diminuir bastante a probabilidade de falência. Abaixo você confere 7 erros que podem levar seu restaurante à falência.

    1 - Não montar um plano de negócios

     

    Antes de pensar em realizar qualquer ação, é preciso planejar. Acreditar que tudo vai dar certo, sem traçar os passos necessários para chegar até o sucesso, é um erro terrível. Para consolidar o projeto, o empreendedor precisa elaborar um plano de negócios, onde estará registrado todo o desenvolvimento do negócio. Conforme o andamento da gestão, este plano pode ser alterado e moldado, de acordo com a realidade das atividades.

     

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    Além do planejamento estratégico do restaurante, o ideal é se antecipar aos imprevistos. Para isso, é possível idealizar três possibilidades para o futuro do negócio, uma com um cenário muito ruim, outra com um cenário conservador e outra com expectativas muito boas. Depois, é preciso analisar quanto tempo a empresa pode sobreviver dentro de cada uma destas possibilidades.

    A falta de um plano de negócios pode levar o empreendedor a tomar decisões erradas. Quando bem desenvolvido, o plano faz com que você tome mais conhecimento do negócio, dos seus objetivos, dos fornecedores, dos concorrentes, da localização e do capital necessário para o desenvolvimento de cada etapa.

    No site do SEBRAE encontra-se disponível um manual com todas as etapas detalhadas para a elaboração de um plano de negócios bem completo.

    2 - Descuidar do perfil do estabelecimento

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    Determinar e manter um perfil para o seu negócio, do início ao fim, é imprescindível. A perda do perfil, muitas vezes, pode levar um restaurante ao fracasso. O restaurante deve ter uma identidade, um estilo próprio e um cardápio coerente. Tentar agradar a todos os paladares só irá gerar perda de alimentos, confusão na cozinha e instabilidade dos funcionários.

    Outro problema que pode acontecer é que o empresário, preocupado com a preparação e as demandas do dia a dia, acaba deixando de lado o controle da qualidade do restaurante e entra no piloto automático. Por isso, é fundamental analisar e reavaliar o cardápio e os indicadores de qualidade, a fim de assegurar a identidade do estabelecimento.

    3 - Ignorar a segurança dos alimentos

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    A expressão “segurança de alimentos” vem do inglês “Food Safety” e refere-se à garantia da qualidade dos alimentos comercializados, desde as etapas de manipulação e preparo até o consumo destes. A maioria dos gestores já está ciente desse tópico, porém, não segue a risca as normas pré-estabelecidas.

    No entanto, a falta de cuidado com a higiene do seu estabelecimento pode ser um fator determinante para que ele vá à falência num curto período de tempo. Sendo assim, mantenha sempre a segurança alimentar em ordem, observando a higiene pessoal dos colaboradores, a higiene do ambiente, a contaminação cruzada e a temperatura dos alimentos.

    Além disso, devem ser elaborados programas de gestão de qualidade e segurança de alimentos para garantir a comercialização de alimentos seguros. Todas estas práticas devem estar de acordo com a norma ABNT NBR 15635:2015, que determina os requisitos de boas práticas e dos controles operacionais essenciais a serem seguidos por estabelecimentos que desejam comprovar e documentar que produzem alimentos em condições higiênico-sanitárias adequadas para o consumo.

    4 - Oferecer um atendimento ruim

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    Atendimento ruim é o que mais afasta o consumidor de um restaurante. Ele é fundamental para que o estabelecimento fracasse, ou não. Por isso, é preciso ter muita atenção e cuidado na hora de se relacionar com os clientes para garantir que seu restaurante seja sempre apreciado e reconhecido.

    Os garçons, gerentes, cozinheiros e faxineiras estão sempre em contato direto com o cliente e, por esse motivo, precisam dominar a arte de se relacionar com o público, para que ele se sinta o centro das atenções. Além disso, é preciso respeitar a opinião e a presença do cliente, não gritar ou ser mal educado, ser paciente e tranquilo, nunca demonstrar insatisfação ou impaciência, ser honesto, prestar sempre atenção às queixas e aos pedidos, além de atender com agilidade e simpatia sempre.

    5 - Falta de automação comercial

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    Quando levamos em conta a quantidade de informação que os restaurantes geram, percebemos o quão importante é um sistema de automação comercial. Com ele é possível ter controle sobre tudo o que é comprado, gasto, que está em estoque, bem como a validade dos produtos, a qualidade dos equipamentos, o fluxo de caixa, os desperdícios e outros aspectos.

    Com um sistema de automação é possível gerir o negócio de qualquer lugar do mundo, além de poder controlar erros e fraudes que podem ser decisivos para o sucesso ou fracasso de um estabelecimento.

    Além disso, com um cardápio digital integrado ao sistema de automação, é possível oferecer maior autonomia ao cliente devido à possibilidade do autoatendimento, além de reduzir suas filas consideravelmente. Seria incrível, não é?

    6 - Preocupação com coisas supérfluas

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    A decoração, a música ambiente e as cores dos guardanapos são importantes, mas não são as únicas coisas com as quais você deve se preocupar. O objetivo principal do restaurante deve ser servir boa comida, com um serviço eficiente, de qualidade.

    Por isso, o empreendedor deve focar na escolha de bons equipamentos, matéria-prima de qualidade para o preparo das refeições, contratação de pessoal capacitado, bem como no treinamento dos mesmos que terão, na maioria das vezes, contato direto com o consumidor, como já explicamos no item sobre atendimento.

    7 - Não ter controle

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    Depois de planejar, conceber um local que atende as normas de limpeza e de saúde, contratar bons funcionários, treinar os mesmos, oferecer refeições de qualidade, de acordo com o perfil do estabelecimento, é hora de controlar os custos de todas essas ações.

    Também é preciso ter controle sobre o volume de vendas, a situação do estoque, a periodicidade de compras e as finanças do negócio. Do contrário, é inevitável a possibilidade de o restaurante fechar as portas.

    Todas essas informações podem melhorar os resultados do futuro e, quando não são tratadas com a devida importância, acarretam em graves consequências, como o descontrole e o prejuízo por má-formação de preço. O restaurante pode oferecer uma comida maravilhosa e ter clientes fiéis, mas se não tem uma boa gestão financeira, não tem nada.

     

    Ao entender as fragilidades do negócio, o empreendedor acumula bagagem e prepara-se positivamente para enfrentar as adversidades que, uma hora ou outra, irão aparecer.

    Até a próxima!

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